
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (20) que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o novo pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro.
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A solicitação foi feita após a defesa reforçar, na terça-feira (17), o pedido de concessão de prisão domiciliar humanitária. Os advogados requerem a reavaliação de uma decisão anterior que havia negado o benefício ao ex-presidente.
Bolsonaro está internado desde a última sexta-feira (13), em um hospital particular em Brasília, onde recebe tratamento para pneumonia bacteriana. O quadro clínico, segundo informações médicas, teve origem em um episódio de broncoaspiração.
De acordo com boletim médico divulgado nesta sexta-feira (20), o ex-presidente apresentou melhora clínica, mas segue internado em unidade de terapia intensiva (UTI), sem previsão de alta. A condição de saúde é apontada pela defesa como um dos principais fundamentos do pedido.
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Na decisão, Moraes também determinou que o hospital responsável pelo atendimento fornecesse informações detalhadas sobre o estado de saúde do ex-presidente, incluindo dados sobre a internação e os medicamentos utilizados. As informações foram encaminhadas ao STF na quinta-feira (19).
Jair Bolsonaro cumpre prisão na unidade conhecida como Papudinha, em Brasília, após condenação relacionada à tentativa de golpe de Estado. Pedidos anteriores de prisão domiciliar já haviam sido apresentados pela defesa, mas foram negados com base em avaliações médicas que indicaram condições de permanência na unidade.