
O prefeito de Manaus, David Almeida, comentou publicamente a Operação Erga Omnes durante entrevista concedida nesta segunda-feira (23). A manifestação ocorreu após o anúncio de sua pré-candidatura ao Governo do Amazonas, em um contexto de intensificação do debate político no estado.
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Durante a coletiva, o gestor questionou a condução da investigação e declarou que a operação teria sido direcionada contra ele. Segundo Almeida, a ação foi apresentada como parte do combate ao tráfico de drogas, mas não teria resultado em prisões relacionadas diretamente a esse crime.
O prefeito também mencionou o caso da servidora municipal presa no âmbito da investigação, afirmando que a funcionária atuava na compra de passagens aéreas para a prefeitura. Ele levantou dúvidas sobre o motivo de apenas ela ter sido detida, apesar de outras pessoas estarem ligadas às atividades investigadas.
Outro ponto abordado foi a contratação de uma agência de viagens citada no inquérito. De acordo com Almeida, o estabelecimento teria sido indicado por uma autoridade estadual, e os valores pagos ao longo dos anos não seriam compatíveis com a dimensão da operação realizada.
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O prefeito afirmou ainda que tomou conhecimento da existência da investigação meses antes de sua deflagração. Segundo ele, a informação teria sido repassada durante um encontro político ocorrido em 2025, o que, em sua avaliação, indicaria tentativa de pressão.
As declarações ocorrem em meio às articulações eleitorais para 2026, período marcado por disputas políticas e repercussões de operações policiais no cenário institucional do Amazonas.
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