Companhia aérea Azul conclui processo de reestruturação financeira nos EUA após negociações

Durante o processo, a empresa firmou acordos de investimento com companhias aéreas americanas e outros credores.

Ricardo Moraes/ Reuters

A Azul Linhas Aéreas anunciou na última sexta-feira (20) a conclusão de seu processo de reestruturação financeira nos Estados Unidos, conhecido como Chapter 11 da Lei de Falências americana, equivalente à recuperação judicial no Brasil. A decisão marca o encerramento de um período de negociações e reorganização financeira da empresa.

Segundo a companhia, a saída do processo ocorreu com a entrada de aproximadamente US$ 850 milhões em novos investimentos em ações, além da redução de cerca de US$ 2,5 bilhões em dívidas e obrigações de arrendamento de aeronaves, consolidando a saúde financeira da empresa.

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Entre os resultados do plano, a Azul destacou a diminuição de cerca de US$ 1 bilhão em empréstimos e financiamentos. Parte das dívidas foi convertida em ações, permitindo que credores se tornem acionistas e reduzindo o pagamento de juros futuros.

Durante o processo, a empresa firmou acordos de investimento com companhias aéreas americanas e outros credores. A American Airlines e a United Airlines investiram US$ 100 milhões cada e deverão receber ações da Azul como parte do acordo. Além disso, outros credores contribuíram com US$ 100 milhões em aportes adicionais.

A conversão de dívidas em participação acionária provocou volatilidade no mercado no início deste ano, quando os papéis da Azul chegaram a cair significativamente. No entanto, a empresa manteve o plano como estratégia para fortalecer seu balanço e assegurar estabilidade de longo prazo.

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Em relação às operações, a Azul mantém cerca de 800 voos diários, com 85,1% de pontualidade, atendendo 32 milhões de passageiros em 2025. A frota é composta por 175 aeronaves que operam em 130 cidades, no Brasil e no exterior, garantindo cobertura nacional e internacional.