
O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) manifestou-se publicamente na última terça-feira (14) contra a decisão da Polícia Federal de fornecer protetores auditivos ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), custodiado na Superintendência da PF, em Brasília. A medida teria sido adotada em razão do ruído provocado por um aparelho de ar-condicionado instalado próximo ao local onde o ex-chefe do Executivo permanece detido.
Continua depois da Publicidade
De acordo com Carlos, o som emitido pelo equipamento seria constante e excessivo, interferindo no descanso do ex-presidente. O filho de Bolsonaro questionou a conduta da corporação, defendendo que o problema deveria ser solucionado diretamente na estrutura do ambiente, e não mitigado com o uso de equipamentos de proteção individual.
Em publicação nas redes sociais, Carlos afirmou que a entrega dos protetores evidencia que as autoridades teriam conhecimento da situação. Para ele, ao optar por essa alternativa, a responsabilidade pelo desconforto estaria sendo transferida ao custodiado, mantendo as condições adversas no local.
O ex-vereador também alegou que o pai estaria submetido a um ambiente inadequado e a restrições que comprometem o repouso. Segundo ele, o regime de custódia não pode resultar em situações consideradas degradantes, e providências imediatas deveriam ser tomadas para corrigir o cenário.
Continua depois da Publicidade
Jair Bolsonaro cumpre pena desde o final de novembro de 2025, após condenação imposta pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). A sentença fixou pena de 27 anos e três meses de prisão, em regime fechado, por participação em organização criminosa relacionada à tentativa de ruptura institucional após as eleições de 2022.
Nos últimos meses, familiares e aliados têm intensificado questionamentos sobre as condições da prisão, principalmente diante de episódios recentes envolvendo a saúde do ex-presidente. Na semana passada, Bolsonaro sofreu uma queda dentro da cela e foi diagnosticado com traumatismo craniano leve após atendimento médico.
Continua depois da Publicidade
A Defensoria Pública do Distrito Federal informou a abertura de procedimento para analisar informações relacionadas à saúde e às condições da custódia. Até o momento, a Polícia Federal não se pronunciou oficialmente sobre as críticas.