Caso Benício: Polícia Civil aponta indícios graves e pede prisão de médica e técnica de enfermagem em Manaus

Além das responsabilidades individuais, o inquérito também analisa possíveis falhas estruturais e operacionais do hospital onde ocorreu o atendimento.

 

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A Polícia Civil do Amazonas solicitou à Justiça, nesta segunda-feira (15), a prisão da médica Juliana Brasil Santos e da técnica de enfermagem Raiza Bentes Paiva, investigadas pela morte do menino Benício Xavier, de 6 anos, após atendimento médico em um hospital particular de Manaus. O pedido ocorre após o avanço das investigações conduzidas pelo 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP).

De acordo com a polícia, os elementos reunidos até o momento indicam possíveis irregularidades na conduta profissional durante o atendimento à criança. Entre os pontos apurados está a prescrição de adrenalina por via intravenosa, procedimento considerado inadequado para o quadro clínico apresentado pelo paciente, segundo protocolos médicos.

As investigações apontam ainda que a médica utilizava carimbo e assinatura com referência à especialidade de pediatria, apesar de não possuir título oficialmente reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). A prática pode, em tese, caracterizar falsidade ideológica e uso de documento falso, conforme avaliam os investigadores.

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Já a técnica de enfermagem é investigada por ter administrado a medicação conforme a prescrição, sem questionar a via de aplicação ou a dosagem indicada. Para a Polícia Civil, o conjunto das condutas pode configurar assunção de risco, hipótese que embasa a apuração por homicídio doloso na modalidade de dolo eventual.

Além das responsabilidades individuais, o inquérito também analisa possíveis falhas estruturais e operacionais do hospital onde ocorreu o atendimento. A polícia informou que integrantes da gestão da unidade hospitalar serão ouvidos nos próximos dias, como parte do aprofundamento das investigações.

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A Justiça do Amazonas já havia revogado um habeas corpus concedido anteriormente à médica, o que abriu caminho para o pedido de prisão. O caso segue sob investigação, e a Polícia Civil não descarta novas diligências ou desdobramentos à medida que novas provas forem analisadas.