
O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) foi retirado à força da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados na tarde desta terça-feira (9), após ocupar a cadeira do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e se recusar a deixá-la. Policiais legislativos esvaziaram o plenário, retirando também jornalistas, enquanto a transmissão ao vivo da TV Câmara foi interrompida às 17h34.
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Horas antes, Motta havia anunciado que os deputados iriam analisar a possível cassação do mandato de Braga, acusado de agressão a um militante do Movimento Brasil Livre (MBL) em abril de 2024. O Conselho de Ética da Câmara já havia aprovado a perda do mandato em abril deste ano, mas a votação no plenário ainda não tinha ocorrido.
A ocupação da Mesa gerou confronto e grande repercussão. Braga afirmou que seu ato era uma reação à forma como outros deputados foram tratados em ocupações anteriores, e criticou o corte da transmissão ao vivo, considerado uma forma de cerceamento da imprensa. “A única coisa que pedi ao presidente da Câmara foi que tivesse 1% do tratamento que outros tiveram em situações semelhantes”, disse o deputado.
O episódio não é o primeiro de conflitos na Câmara. Em agosto deste ano, parlamentares de oposição já haviam obstruído fisicamente a Mesa Diretora em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Lula, dificultando a condução das sessões e levando a decisões disciplinares pela corregedoria.
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O processo que pode levar à cassação de Braga envolve denúncias do Partido Novo, que acusa o deputado de agressões físicas a membros do MBL, incluindo Gabriel Costenaro e o deputado Kim Kataguiri (União-SP). Vídeos e depoimentos no Conselho de Ética confirmam parte das agressões, mas aliados de Braga questionam a interpretação do relator, afirmando que denúncias anteriores foram misturadas com o caso atual.
Enquanto o caso segue sob análise, a Câmara mantém diligências para a votação da cassação e monitoramento das ações do deputado. A situação reforça o clima de tensão na Casa e acirra o debate sobre decoro parlamentar e limites de conduta dos legisladores.
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Confira o vídeo: