
O deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) afirmou nesta segunda-feira (24/11) que está seguro nos Estados Unidos, negou ser foragido da Justiça brasileira e criticou decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar classificou como ilegais medidas adotadas contra ele, incluindo a decretação de prisão preventiva.
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Ramagem afirmou que precisou levar a família para o exterior por questões de segurança e que sua presença nos EUA não configura fuga. Segundo ele, qualquer tentativa de cumprimento da prisão dependeria de um pedido formal do STF às autoridades norte-americanas. “Eu não vim para me esconder, mas para trabalhar pelo Brasil e proteger minha família”, disse o deputado.
O parlamentar foi condenado pela Primeira Turma do STF a 16 anos, um mês e 15 dias de prisão em regime fechado por participação em plano golpista após as eleições de 2022, quando dirigia a Abin (Agência Brasileira de Inteligência). Ramagem alega que a prisão preventiva decretada por Moraes faz parte de uma série de ilegalidades no processo judicial.
Mesmo à distância, ele afirmou que continuará exercendo suas funções parlamentares e defendeu a aprovação do projeto de anistia ampla, geral e irrestrita. Ramagem também cobrou posicionamento de bancadas específicas na Câmara, como a evangélica e a do agronegócio, questionando se apoiarão ou não a medida.
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A prisão preventiva foi decretada na última quarta-feira (19), após informações de que o deputado estava em Miami. A Polícia Federal informou que solicitará a inclusão de seu nome na Difusão Vermelha da Interpol, podendo classificá-lo como foragido internacional em 196 países.
Enquanto o processo não entra em trânsito em julgado, a defesa do parlamentar ainda pode apresentar embargos de declaração. Até o momento, apenas o delator do caso, o tenente-coronel Mauro Cid, começou a cumprir a pena definida pelo STF. A repercussão do caso segue em destaque nas redes sociais e na imprensa nacional.
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Confira o vídeo: