
Durante encontro com estudantes de cursinhos populares em São Bernardo do Campo (SP), neste sábado (18), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu uma América Latina “independente” e afirmou que “nunca mais um presidente de outro país ouse falar grosso com o Brasil”. O evento marcou o anúncio da ampliação da Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP) e contou com a presença dos ministros da Educação, Camilo Santana, e da Fazenda, Fernando Haddad.
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Lula destacou que a iniciativa dos cursinhos busca ampliar o acesso de jovens de baixa renda ao ensino superior e fortalecer a educação pública. O presidente relembrou a criação da Universidade da América Latina, em Foz do Iguaçu, e afirmou que o objetivo é formar uma geração de professores e estudantes comprometidos com a integração regional. Segundo ele, o continente precisa construir uma identidade própria, “sem depender de interferências externas”.
As declarações ocorreram em meio à crescente tensão diplomática entre o Brasil e os Estados Unidos, após o governo de Donald Trump anunciar tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. O presidente americano relacionou as medidas a questões políticas internas do Brasil, como a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe, o que intensificou o discurso de soberania de Lula.
Além disso, Trump afirmou nesta semana que autorizou operações secretas da CIA na Venezuela e avalia uma ação militar contra cartéis de drogas no país. O governo brasileiro acompanha o caso com preocupação. Interlocutores de Lula afirmam que o presidente pretende alertar Trump, em encontro futuro, sobre o risco de uma intervenção militar gerar instabilidade em toda a América do Sul.
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Durante o mesmo evento, Lula também falou sobre a representatividade feminina e defendeu a autonomia das mulheres. Apesar da pressão para indicar uma mulher à vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente mantém como favorito o advogado-geral da União, Jorge Messias. Lula afirmou que “uma mulher independente é uma mulher livre” e ressaltou a importância da igualdade de oportunidades no mercado de trabalho.
O ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou que a rede de cursinhos populares — criada por decreto em março deste ano — passará de 384 para 500 unidades em 2026, com investimento de R$ 100 milhões. Segundo o governo, os programas atendem atualmente 12 mil estudantes em todas as regiões do país, oferecendo bolsas de permanência e apoio a professores e coordenadores. “Educação é a base da soberania nacional”, declarou o ministro.
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Confira o vídeo:https://www.instagram.com/p/DP90eX7goFC/