
A onça-pintada resgatada no Rio Negro após ser atingida por disparos está em processo de recuperação no Zoológico do Tropical Hotel, em Manaus. O felino, um macho jovem de aproximadamente 3 a 4 anos e pesando 54 quilos, recebe acompanhamento veterinário intensivo e deve ser devolvido ao seu habitat natural dentro de 30 dias. Para facilitar o retorno à vida selvagem, os responsáveis pelo tratamento optaram por não dar um nome ao animal, a fim de evitar qualquer forma de vínculo humano.
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O resgate foi conduzido por agentes do Batalhão de Policiamento Ambiental (BPAmb) após a onça ser avistada por ribeirinhos nadando exausta nas águas do Rio Negro. Segundo relatos dos policiais, o animal permaneceu cerca de oito horas tentando atravessar o rio antes de ser retirado com o auxílio de um equipamento de flutuação improvisado. Durante o salvamento, foi constatado que o felino apresentava ferimentos causados por tiros, além de dentes quebrados e sangramentos visíveis.
Conforme o diretor do Zoológico Tropical, Nonato Amaral, a onça apresentava inchaço no olho direito, mas exames apontaram que não houve comprometimento da visão. Ele informou que o animal já responde normalmente a estímulos e demonstra comportamento ativo, sinais que indicam uma recuperação consistente e saudável.
O espaço onde o felino se encontra foi especialmente adaptado para reduzir o contato com humanos e simular o ambiente natural da floresta. O hotel, que passa por reformas, foi isolado para evitar ruídos, e os cuidadores foram orientados a não utilizar perfumes ou produtos com cheiro forte. O recinto ainda recebeu banhos de folhas e outros elementos naturais para mascarar odores humanos e favorecer o processo de readaptação.
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De acordo com os veterinários, a onça já se alimenta sozinha e demonstra instintos de caça preservados, o que reforça sua capacidade de reintegração ao meio ambiente. O método de reabilitação inclui alimentação discreta e mínima interação com pessoas, garantindo que o animal mantenha seu comportamento natural e independência.
A soltura do felino está prevista para ocorrer na margem direita do Rio Negro, mesma região onde foi encontrado ferido. Após o retorno à natureza, a onça será acompanhada por meio de um colar eletrônico com rastreamento via satélite, que permitirá o monitoramento de seus deslocamentos e hábitos por até dois anos. O objetivo do programa é assegurar que o processo de reintrodução ocorra de forma segura e que o animal consiga sobreviver plenamente em seu habitat.