Governador de SP Tarcísio de Freitas nega aval de Bolsonaro para candidatura à Presidência em 2026

Nos últimos meses, Tarcísio tem sido colocado por setores do União Brasil e do Progressistas como possível nome competitivo para a sucessão presidencial.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), negou nesta quinta-feira (25/9) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tenha dado aval para que ele dispute a Presidência da República em 2026. Em evento realizado em Guarulhos, na Grande São Paulo, o chefe do Executivo paulista afirmou que seu foco está na reeleição ao governo estadual.

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“Não deu aval nenhum e eu sou candidato à reeleição. Não tem nada disso”, disse Tarcísio durante cerimônia de inauguração de estações de tratamento de esgoto. Ele reforçou que sua visita a Bolsonaro, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para a próxima segunda-feira (29), será apenas uma demonstração de amizade e solidariedade.

Nos últimos meses, Tarcísio tem sido colocado por setores do União Brasil e do Progressistas como possível nome competitivo para a sucessão presidencial. De acordo com informações divulgadas na imprensa, o ex-presidente Bolsonaro teria aceitado apoiar uma eventual candidatura do governador, hipótese rechaçada por ele nesta quinta-feira.

O governador destacou que, apesar das especulações políticas, não há qualquer movimento de sua parte para concorrer ao Planalto. “Eu vou visitar um amigo e prestar solidariedade a ele. É uma coisa que eu vou fazer sempre porque tenho consideração por quem foi muito importante para mim”, afirmou.

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As declarações de Tarcísio acontecem em meio ao cenário de indefinições da oposição, que ainda busca um nome de consenso para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026. O alinhamento do governador de São Paulo com Bolsonaro, entretanto, é frequentemente explorado por aliados do ex-presidente como alternativa nacional.

A visita de Tarcísio a Bolsonaro ocorrerá em Brasília, onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar. Apesar do gesto, o governador reafirma que sua prioridade é São Paulo e que a agenda política nacional não está em seus planos para o próximo pleito.

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