Tufão ‘Ragasa’ causa mortes, desaparecimentos e deixa milhões desabrigados em Taiwan

Além das vítimas já confirmadas, dezenas de pessoas estão desaparecidas.

Photo/Chan Long Hei

O tufão ‘Ragasa’ atingiu Taiwan na última terça-feira (23/9), provocando a morte de ao menos 17 pessoas e deixando quase dois milhões de moradores sem moradia. Além das vítimas já confirmadas, dezenas de pessoas estão desaparecidas. O fenômeno foi classificado pela imprensa internacional como um dos mais violentos a atingir a região nos últimos anos.

Com rajadas de vento comparáveis às de furacões, o Ragasa causou deslizamentos de terra, enchentes e ondas de grande proporção. Em Hong Kong, imagens divulgadas nas redes sociais revelam a força das águas. Em um hotel, a correnteza rompeu vidraças, invadiu o interior e arrastou trabalhadores, em cenas que chamaram atenção pelo nível de destruição.

Continua depois da Publicidade

As autoridades informaram ainda que o desastre foi intensificado após o colapso de uma barragem natural, que continha um lago recém-formado. O rompimento liberou aproximadamente 68 milhões de toneladas de água, provocando a inundação da cidade de Guangfu, onde diversas áreas foram engolidas pela enchente.

O tufão segue agora em direção ao sul da China, com previsão de atingir a província de Guangdong, região que abriga centros urbanos importantes como Shenzhen e Guangzhou. Alertas de emergência foram emitidos e moradores receberam orientações para deixar áreas de risco e buscar abrigos seguros.

De acordo com equipes técnicas, não havia possibilidade de conter ou esvaziar a barragem natural, sendo necessário apenas o monitoramento constante da área. Apesar dos esforços preventivos, a intensidade da tempestade acelerou o colapso. Antes do rompimento, órgãos oficiais já haviam emitido recomendações de evacuação para comunidades vulneráveis.

Continua depois da Publicidade

O caso reacende o debate sobre a crescente frequência e intensidade de fenômenos meteorológicos extremos na Ásia. Especialistas avaliam que o aquecimento global tem contribuído para a formação de tempestades mais violentas, ampliando riscos para populações que vivem em áreas densamente povoadas e vulneráveis a desastres naturais.