Presidente da COP30 alerta: “Seria muito triste ter conferência menor por causa do preço dos hotéis”

A conferência está marcada para novembro e já enfrenta críticas devido aos valores cobrados pelos hotéis locais.

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O presidente da 30ª Conferência das Partes da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), André Corrêa do Lago, declarou nesta quinta-feira (28) que seria “lamentável” se o alto custo das hospedagens em Belém (PA), cidade-sede do evento, acabasse reduzindo a presença de delegações internacionais. A conferência está marcada para novembro e já enfrenta críticas devido aos valores cobrados pelos hotéis locais.

A fala do embaixador ocorreu durante encontro promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), voltado a discutir a contribuição do setor para as metas climáticas. Segundo ele, tanto o governo federal quanto o governo estadual têm atuado para tentar minimizar os custos, mas ainda não há uma solução definitiva.

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De acordo com estimativas oficiais, cerca de dois mil quartos estarão disponíveis durante o evento, com diárias que podem ultrapassar US$ 600 (cerca de R$ 3,2 mil). O governo brasileiro tem pressionado a ONU para ampliar o subsídio de hospedagem, hoje em US$ 144 por diária, para US$ 250, valor considerado mais compatível com outras capitais brasileiras.

A questão dos preços acabou ganhando espaço no debate e, em certa medida, desviando o foco da agenda central da COP30, voltada à construção de estratégias para conter os efeitos das mudanças climáticas. Belém deverá receber, em outubro, o chamado “Mapa do Caminho de Baku”, elaborado na COP29, no Azerbaijão, com previsão de US$ 1,3 trilhão em novos financiamentos para ações ambientais.

Corrêa do Lago reiterou que a prioridade é garantir uma conferência ampla e inclusiva, com a participação de países desenvolvidos e em desenvolvimento, além de representantes da sociedade civil e da comunidade científica. Ele destacou, contudo, que os custos de hospedagem representam um desafio que pode restringir a presença de delegações com menos recursos financeiros.

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