
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES/vinicius.foto
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), abriu a sessão plenária na noite da última quarta-feira (6/8), após mais de duas horas de atraso. A retomada ocorreu em meio a um cenário de tensão, com deputados da oposição ocupando a Mesa Diretora pelo segundo dia seguido. O grupo reivindica, entre outros pontos, a votação de projetos como a anistia a manifestantes condenados pelos atos de 8 de Janeiro.
Durante o pronunciamento, Motta destacou que interesses pessoais ou eleitorais não devem se sobrepor às demandas da população. Ele defendeu que o Parlamento mantenha o foco na construção de soluções para os desafios do país e pediu respeito ao funcionamento institucional da Casa. Sua chegada à Mesa foi marcada por protestos e resistência de parlamentares da oposição, que dificultaram o início dos trabalhos.
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A sessão havia sido marcada para as 20h30, mas só teve início oficialmente às 22h24, após intensas negociações com lideranças partidárias. A Polícia Legislativa foi mobilizada, e Motta chegou a ameaçar aplicar medidas disciplinares contra os deputados que insistiam em permanecer na Mesa Diretora. Apesar do impasse, optou-se por abrir a sessão apenas com comunicações, sem deliberações de votações.
Durante a tentativa de ocupar a cadeira de presidente, Motta enfrentou resistência direta de alguns deputados, como Marcel Van Hattem (Novo-RS), que relutou em deixar o assento. A fala do presidente foi marcada por interrupções e palavras de ordem vindas da oposição, evidenciando o clima de acirramento no plenário.
Ao encerrar sua declaração, Motta pediu que os parlamentares colaborassem para a retomada das atividades legislativas com equilíbrio e respeito institucional. Ele reforçou o compromisso com o diálogo e afirmou que as decisões da Casa devem priorizar os interesses coletivos da sociedade brasileira.
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