Professores em greve protestam no Distrito Federal e são contidos com spray de pimenta pela PM

O shopping chegou a ser fechado por segurança.

A greve dos professores da rede pública do Distrito Federal ganhou novos contornos nesta segunda-feira (16), quando uma manifestação da categoria terminou em confusão e uso de spray de pimenta pela Polícia Militar. A mobilização, que começou com uma assembleia geral no Eixo Cultural Ibero-Americano, seguiu em passeata até a sede da Secretaria de Educação, no Shopping ID.

Continua depois da Publicidade

Durante o trajeto, a marcha causou bloqueios de trânsito em pontos movimentados da cidade, como o Setor Hoteleiro Norte e as imediações do Estádio Nacional Mané Garrincha. Ao chegar ao destino, o grupo foi contido por policiais militares com spray de pimenta, gerando tumulto e críticas por parte dos manifestantes. O shopping chegou a ser fechado por segurança.

A categoria está em greve há duas semanas e reivindica um reajuste salarial de 19,8%, a reestruturação da carreira, nomeações de concursados e correções de dados de professores temporários junto ao INSS. As negociações com o Governo do Distrito Federal estão estagnadas, e a Justiça autorizou o corte de ponto dos grevistas, além de multa diária de R$ 300 mil ao Sinpro-DF, sindicato da categoria.

O Sinpro considerou a decisão judicial abusiva e afirmou que recorrerá ao Tribunal de Justiça do DF ainda nesta segunda. Uma nova assembleia está prevista para o dia 24 de junho, quando será deliberada a continuidade da greve.

Continua depois da Publicidade

O governador Ibaneis Rocha (MDB) se posicionou contra o movimento, classificando-o como político. Segundo ele, o GDF já havia concedido reajustes em 2023, com a incorporação da Gratificação de Atividade Pedagógica (Gaped) aos salários dos educadores.

 

Continua depois da Publicidade