Forças Armadas destroem 16 balsas de garimpo ilegal na Amazônia durante Operação Ágata

A ofensiva também inutilizou dois rebocadores, duas balsas de combustível e um acampamento escondido na floresta, utilizados por garimpeiros em atividades clandestinas.

Reprodução / Polícia Federal

A Operação Ágata Amazônia 2025 segue avançando com força total no combate ao garimpo ilegal na região amazônica. Na última segunda-feira (26/5), as equipes que atuam na operação destruíram mais seis dragas, totalizando 16 estruturas de extração ilegal de minérios neutralizadas. A ofensiva também inutilizou dois rebocadores, duas balsas de combustível e um acampamento escondido na floresta, utilizados por garimpeiros em atividades clandestinas.

A ação conjunta mobiliza tropas das Forças Armadas, agentes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Polícia Federal (PF), todos embarcados em meios fluviais da Marinha e do Exército Brasileiro. Além da destruição das estruturas, foram apreendidos aproximadamente 2,3 kg de mercúrio, substância altamente tóxica usada no garimpo de ouro, e uma garrucha — arma de fogo comumente usada na defesa de áreas de garimpo ilegal.

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De acordo com autoridades envolvidas na operação, o objetivo principal é combater a exploração ilegal de recursos naturais, preservar o meio ambiente e proteger as populações tradicionais da região, como indígenas e ribeirinhos, frequentemente afetados pela contaminação de rios e alimentos. O mercúrio despejado nos cursos d’água compromete diretamente a saúde pública, ao atingir a cadeia alimentar e as comunidades que dependem desses recursos.

Coordenada pelo Ministério da Defesa e liderada pelo Comando Conjunto APOENA, a Ágata Amazônia também presta apoio humanitário às populações locais. Mais de 45 mil atendimentos médicos já foram realizados e cerca de 120 mil medicamentos foram distribuídos em 67 comunidades de difícil acesso. As ações seguem sem prazo para encerramento, reforçando o compromisso do Estado brasileiro com a proteção da Amazônia e o enfrentamento aos crimes ambientais.