Kaline Milena revela ter sido pressionada a mudar depoimento contra Diego Damasceno durante live

A declaração foi feita ao lado da advogada Adriane Magalhães, que a representou no início do processo.

Kaline Milena Santana Oliveira, promotora de eventos de 30 anos, afirmou durante uma transmissão ao vivo realizada nesta sexta-feira (23) que sofreu agressões do cantor Diego Damasceno de Souza e que retirou a denúncia por pressão psicológica de pessoas próximas ao artista. A declaração foi feita ao lado da advogada Adriane Magalhães, que a representou no início do processo.

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Segundo Kaline, a alteração de sua versão apresentada à Justiça, que resultou na absolvição do acusado, ocorreu após passar um fim de semana sob a companhia de amigos de Diego. Ela relatou ter sido convencida a assinar uma carta com uma nova narrativa, com o argumento de que o cantor poderia morrer na prisão. Kaline afirmou que foi levada ao escritório da defesa de Diego, onde teria sido instruída a assinar o documento. “A carta não foi escrita por mim”, declarou.

O caso foi registrado no dia 7 de abril, quando Kaline compareceu à Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM) e denunciou o então companheiro por agressões físicas. A vítima relatou ter sido espancada com socos no rosto e nos braços durante uma discussão motivada por ciúmes. O boletim de ocorrência descrevia lesões graves, como a fratura de três dentes, cortes na boca que exigiram sutura e diversos hematomas. Kaline também mencionou episódios anteriores de violência ocorridos em 2024.

Diego Damasceno se apresentou à polícia no dia 8 de abril, após ter sua prisão decretada. Em audiência, Kaline mudou sua versão, afirmando que ambos estavam alcoolizados no momento da agressão e que os ferimentos teriam sido causados de forma acidental. A nova declaração, associada à ausência de provas materiais, levou o Ministério Público a não dar prosseguimento à denúncia, e o réu foi absolvido no dia 21 de maio.

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Na live, Kaline relatou arrependimento pela mudança de versão e afirmou temer por sua integridade física. Segundo ela, houve ameaças por parte de pessoas ligadas a facções criminosas. Ela declarou que seu objetivo não era a absolvição do acusado, mas que ele respondesse em liberdade.

A advogada Adriane Magalhães reafirmou o apoio à cliente e ressaltou as dificuldades enfrentadas por mulheres vítimas de violência. O caso segue em repercussão e apresenta novo desdobramento no processo que envolve acusações de agressão, pressão psicológica e suposta manipulação de provas.

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