O líder da oposição na Câmara, deputado Zucco (PL-RS), protocolou uma série de pedidos de informação para que o governo esclareça o papel da primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, no Palácio do Planalto. A iniciativa ocorre após o Ministério Público Federal (MPF) abrir um inquérito para investigar possíveis irregularidades na Presidência.
Os questionamentos foram encaminhados a cinco ministros do governo: Rui Costa (Casa Civil), Vinícius Carvalho (Controladoria-Geral da União), Mauro Vieira (Relações Exteriores), Fernando Haddad (Fazenda) e Simone Tebet (Planejamento e Orçamento). O governo tem 30 dias para responder.
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Os documentos solicitam detalhes sobre os gastos de Janja com passagens e diárias no exterior, sua participação em eventos oficiais e a transparência de suas atividades. Também pedem esclarecimentos sobre possíveis violações de normas éticas e a legalidade de sua atuação no governo.
Para Zucco, a primeira-dama tem assumido um papel que extrapola suas funções. “Não é admissível que Janja custe milhões aos cofres públicos, tenha servidores à disposição, influencie políticas e ataque autoridades estrangeiras sem prestar contas à sociedade. Ela não ocupa cargo público nem eletivo”, afirmou o deputado.
A oposição cobra explicações formais, e os ministros têm 30 dias para se manifestar.
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O documento foi assinado por 20 deputados, incluindo:
– Dep. Zucco (PL/RS)
– Dep. Delegado Paulo Bilynskyj (PL/SP)
– Dep. Gustavo Gayer (PL/GO)
– Dep. Nikolas Ferreira (PL/MG)
– Dep. Mario Frias (PL/SP), entre outros.
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Transparência questionada
Em resposta às críticas, Janja passou a divulgar sua agenda diária nas redes sociais. Segundo sua assessoria, a prática será mantida.
Além disso, a deputada Rosângela Moro (União-SP) apresentou um projeto de lei para incluir cônjuges de chefes do Executivo na Lei de Acesso à Informação (LAI). “Se faltava lei para a sociedade ter acesso aos gastos da primeira-dama, agora não falta mais”, declarou.
A deputada Carla Zambelli (PL-SP) também acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o governo, alegando improbidade administrativa pela falta de transparência sobre as atividades de Janja.
A ONG Transparência Internacional criticou o sigilo imposto pelo governo e defendeu a divulgação das informações, já que a primeira-dama exerce um papel público. Conforme revelou o Estadão, Janja conta com uma equipe de ao menos 12 profissionais, incluindo assessores, fotógrafos e um militar como ajudante de ordens.
