Bancada do Amazonas rejeita proposta de taxação sobre grandes fortunas na reforma tributária.

A Câmara finalizou a votação, e o projeto agora segue para avaliação do Senado.

Na quarta-feira (30), a Câmara finalizou a votação do segundo projeto de regulamentação da reforma tributária, que agora será analisado pelo Senado. Com o apoio da maioria da bancada do Amazonas, os deputados rejeitaram a proposta de taxação sobre grandes fortunas, além de eliminar a cobrança de impostos sobre heranças de fundos de previdência privada e a distribuição desigual de lucros entre sócios.

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Entre as emendas debatidas, destacou-se a do PSOL, que propunha a criação do Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF) para patrimônios acima de R$ 10 milhões. A proposta foi rejeitada por 262 votos a 136, reacendendo o debate sobre a tributação de fortunas e revelando as divergências entre partidos e estados. No Amazonas, cinco dos oito deputados federais votaram contra a criação do IGF, refletindo o posicionamento da maioria que se opôs à emenda. A alíquota sugerida variaria de 1% a 3% nos primeiros cinco anos e de 0,5% a 1,5% após, visando aumentar a arrecadação através da taxação progressiva das grandes fortunas.

Os deputados amazonenses que votaram “não” incluíram Adail Filho (Republicanos), Alberto Neto (PL), Sidney Leite (PSD), Silas Câmara (Republicanos) e Pauderney Avelino (União Brasil). Os deputados Átila Lins (PSD) e Saullo Vianna (União Brasil) estiveram ausentes, enquanto Amom Mandel (Cidadania) foi o único a apoiar a proposta do IGF. A maioria dos partidos orientou o voto contra a emenda, citando a dificuldade de implementação de tributos semelhantes em outros países e os riscos de evasão fiscal.

O deputado Gilson Marques (Novo-SC) criticou a proposta, apontando que os ricos tendem a evitar o impacto do imposto, transferindo seus recursos para fora do país.

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