Presidente dos EUA, Donald Trump, ameaça Irã em rede social: “Uma civilização inteira morrerá esta noite” caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto

Na postagem, Trump disse não desejar que o evento ocorra, mas indicou que a possibilidade é real.

Foto; Brendan SMIALOWSKI/AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma ameaça direta ao Irã nesta terça-feira (7), em publicação na rede social Truth Social. Ele afirmou que “uma civilização inteira morrerá esta noite” caso o país não reabra o Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o transporte de petróleo. O alerta foi divulgado poucas horas antes do prazo final de 48 horas definido pelo presidente americano.

Na postagem, Trump disse não desejar que o evento ocorra, mas indicou que a possibilidade é real. O líder norte-americano também mencionou uma possível mudança de governo no Irã, afirmando que “mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas prevalecerão”, sugerindo transformações políticas no país.

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Na segunda-feira (6), Trump já havia feito declarações semelhantes na mesma rede social, afirmando que “o país inteiro pode ser eliminado em uma noite”, em referência ao resgate de pilotos americanos cujo avião foi derrubado no espaço aéreo iraniano.

Em reação, o governo iraniano pediu à população que se mobilizasse para formar correntes humanas em torno de usinas e pontes estratégicas. A medida busca reforçar a proteção de instalações importantes, estratégia semelhante à utilizada em anos anteriores para proteger usinas nucleares.

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O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou que milhões de cidadãos estão dispostos a defender o país. Segundo ele, mais de 14 milhões de iranianos já se voluntariaram por meio de campanhas veiculadas pela mídia estatal e mensagens de texto, embora a população total seja superior a 90 milhões de habitantes.

O prazo definido por Trump se encerra às 21h, no horário de Brasília. A situação segue mantendo tensão internacional elevada, com líderes de ambos os países firmes em suas posições, enquanto a comunidade global acompanha de perto os desdobramentos no Estreito de Ormuz.

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