Condenado pelo caso Eliza Samudio, goleiro Bruno passa a ser considerado foragido pela Justiça do Rio de Janeiro

A defesa do ex-atleta informou que discorda da decisão e pretende recorrer.

Renata Caldeira/TJMG

A Justiça do Rio de Janeiro passou a considerar foragido o ex-goleiro Bruno Fernandes, condenado pelo homicídio da modelo Eliza Samudio. A decisão ocorreu após a Vara de Execuções Penais expedir um mandado de prisão no dia 5 de março de 2026, entendendo que o ex-atleta descumpriu condições estabelecidas durante o período de liberdade condicional.

De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Bruno não se apresentou para cumprir a determinação judicial de retorno ao regime semiaberto. Diante da ausência, a Justiça considerou que houve descumprimento das regras impostas anteriormente e determinou a expedição do mandado de prisão.

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O ex-jogador ficou conhecido nacionalmente pelo caso envolvendo a morte de Eliza Samudio, ocorrido em 2010. Na época, Bruno atuava como goleiro do Clube de Regatas do Flamengo. O crime teve grande repercussão no Brasil e também no exterior, mobilizando investigações e acompanhamentos judiciais ao longo de vários anos.

Em 2013, a Justiça condenou Bruno a mais de 22 anos de prisão pelos crimes de homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado. As investigações apontaram que Eliza foi assassinada após cobrar o reconhecimento da paternidade do filho que teve com o ex-atleta, Bruninho Samudio, que atualmente atua como goleiro nas categorias de base do Botafogo de Futebol e Regatas.

Bruno permaneceu preso em regime fechado entre 2010 e 2019, quando passou ao regime semiaberto. Em 2023, ele obteve o benefício da liberdade condicional. No entanto, a Vara de Execuções Penais apontou que, em 15 de fevereiro deste ano, o ex-goleiro teria viajado ao Acre para atuar pelo Vasco-AC sem autorização judicial, o que era proibido pelas regras impostas.

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A defesa do ex-atleta informou que discorda da decisão e pretende recorrer. Segundo a advogada Mariana Migliorini, Bruno foi orientado a não se apresentar à Justiça neste momento, aguardando a análise do recurso. A defesa sustenta que ele vinha cumprindo regularmente as condições da liberdade condicional, incluindo comparecimentos periódicos e atualização de endereço junto às autoridades.