Operação contra exploração sexual de menores leva à prisão de piloto e mulher suspeita de aliciar netas em São Paulo

Ambos tiveram mandados de prisão temporária cumpridos.

Uma operação da Polícia Civil de São Paulo resultou, na manhã desta segunda-feira (9/2), na prisão de um piloto de companhia aérea e de uma mulher suspeita de envolvimento em um esquema de exploração sexual de crianças e adolescentes. As detenções ocorreram durante a operação “Apertem os Cintos”, coordenada pelo Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

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O piloto foi abordado dentro de uma aeronave no Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista, pouco antes da decolagem. Já a mulher, de 55 anos, foi presa por suspeita de aliciar as próprias netas, com idades entre 10 e 14 anos, para encontros mediante pagamento. Ambos tiveram mandados de prisão temporária cumpridos.

Segundo as investigações, o esquema atuava há meses e envolvia o transporte das vítimas para locais previamente escolhidos. A polícia apura que o piloto utilizava documentos falsos para facilitar os deslocamentos e evitar suspeitas durante os encontros. A mulher é investigada por intermediar as aproximações e receber valores em troca.

A operação também cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços localizados na capital paulista e no município de Guararema, na Região Metropolitana. Materiais eletrônicos e documentos foram recolhidos e serão analisados para aprofundar as apurações e identificar outros possíveis envolvidos.

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De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, os crimes investigados incluem estupro de vulnerável, favorecimento da prostituição, exploração sexual infantil e uso de documento falso. A polícia informou que a estrutura criminosa apresentava organização e divisão de funções entre os participantes.

Em nota, a companhia aérea informou que instaurou procedimento interno e afirmou estar colaborando com as autoridades. A empresa declarou ainda que repudia qualquer prática criminosa e que o voo programado ocorreu dentro da normalidade, após a retirada do tripulante detido.

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