
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negou nesta terça-feira (6/1) o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para sua transferência imediata a um hospital. Bolsonaro sofreu uma queda na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, onde cumpre pena. Moraes solicitou à defesa a entrega de um laudo médico detalhado e a lista de exames necessários para avaliar a possibilidade de realização na própria unidade da PF.
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Segundo relatos da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o ex-presidente teria tido uma crise durante o sono, caindo e batendo a cabeça em um móvel da cela. A Polícia Federal confirmou o atendimento médico logo após o incidente, constatando apenas ferimentos leves, sem necessidade de remoção hospitalar, recomendando observação clínica.
O cirurgião Cláudio Birolini, responsável pelo acompanhamento de Bolsonaro, afirmou que ele apresentou um traumatismo craniano leve. Já a defesa, baseada no parecer do médico particular Brasil Ramos Caiado, destacou a necessidade de realização urgente de exames como tomografia computadorizada, ressonância magnética e eletroencefalograma, para avaliação neurológica detalhada e prevenção de possíveis complicações.
Moraes ressaltou que não há indícios de urgência para a remoção imediata, autorizando apenas a realização dos exames mediante planejamento prévio, desde que haja indicação específica e comprovada necessidade. O ministro ainda solicitou que a defesa informe se os procedimentos podem ser realizados nas instalações da PF.
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O incidente ocorre seis dias após Bolsonaro receber alta hospitalar, após nove dias internado para tratar uma hérnia inguinal bilateral e um quadro de soluços persistentes. Durante o período de internação, ele passou por bloqueios do nervo frênico e uma endoscopia, além de acompanhamento para esofagite e gastrite.
A defesa segue solicitando a autorização para transferência ao hospital DF Star, em Brasília, com acompanhamento da equipe médica particular. Até o momento, Moraes não respondeu oficialmente ao pedido de remoção imediata.