
Uma comitiva de quatro senadores aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) realizou, na segunda-feira (17), uma visita ao Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, para avaliar as condições estruturais da unidade diante da possibilidade de o ex-chefe do Executivo vir a ser detido. A ação foi apresentada pelo grupo como uma “vistoria técnica”, mas o objetivo central foi verificar a capacidade do presídio de responder rapidamente a uma emergência médica envolvendo o ex-presidente.
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A equipe foi formada por Damares Alves (Republicanos-DF), Izalci Lucas (PL-DF), Márcio Bittar (PL-AC) e Eduardo Girão (Novo-CE). Os parlamentares percorreram setores internos do complexo e conversaram com servidores para compreender a rotina de atendimento aos internos, especialmente em ocorrências que exigem deslocamento imediato à ala de saúde ou a hospitais externos.
Durante a visita, Damares Alves registrou imagens e divulgou nas redes sociais suas impressões sobre o encontro. Segundo ela, a maior inquietação do grupo diz respeito às condições físicas e ao estado clínico de Bolsonaro. A senadora destacou que buscou esclarecimentos sobre o tempo necessário para que detentos recebam socorro médico em casos de urgência, enfatizando que, em situações mais graves, a resposta deve ocorrer em questão de minutos.
A movimentação dos parlamentares ocorre em meio às repercussões da decisão do Supremo Tribunal Federal, que condenou Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. A sentença ainda está sob análise de recursos, e o STF não definiu em qual unidade prisional o ex-presidente deverá iniciar o cumprimento da pena. Essa indefinição tem alimentado especulações e provocado novas ações de aliados políticos.
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De acordo com a comitiva, a administração do complexo respondeu a perguntas sobre a logística de transporte até unidades hospitalares externas, os protocolos internos adotados em emergências e a capacidade atual da equipe de saúde da Papuda. Os senadores demonstraram preocupação com o intervalo entre a ocorrência de um mal-estar e o acionamento de profissionais preparados para atender um caso grave.
Ao final da visita, os parlamentares afirmaram que pretendem compartilhar as informações levantadas com a defesa de Bolsonaro e com outros aliados políticos. A comitiva também indicou que novas diligências podem ser realizadas, caso considerem necessário aprofundar detalhes sobre a estrutura da Papuda e sobre as condições oferecidas aos internos que necessitam de acompanhamento médico constante.
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Confira o vídeo: