
A Justiça do Amazonas anulou, nesta segunda-feira (22), o processo contra os réus envolvidos na morte da empresária e ex-sinhazinha do boi Garantido, Djidja Cardoso, após acolhimento de recurso da defesa. A decisão ocorre depois que o Ministério Público identificou falha na condução do caso e solicitou que ele retornasse à primeira instância.
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O julgamento foi realizado de forma virtual, a partir das 9h, e os advogados de defesa apresentaram verbalmente argumentos para justificar a anulação parcial do processo e pleitear a liberdade provisória dos réus. A desembargadora Luiza Cristina Nascimento da Costa Marques relatou o caso e analisou os pedidos.
Entre os condenados estão familiares e pessoas próximas a Djidja, acusados de integrar associação criminosa voltada ao tráfico de drogas e ao uso de cetamina em rituais do grupo religioso “Pai, Mãe, Vida”. As penas aplicadas anteriormente eram de 10 anos, 11 meses e 8 dias de reclusão, por crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.
O Ministério Público apontou cerceamento de defesa, pois os advogados não foram informados sobre a inclusão de laudos periciais antes da sentença. Apesar disso, o órgão ressaltou que há provas consistentes, como depoimentos e mensagens de celulares, que indicam a existência de associação criminosa organizada pelos réus.
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A investigação aponta que o grupo promovia o uso indiscriminado de cetamina, substância conhecida por causar dependência e alucinações. O corpo de Djidja foi encontrado em maio de 2024, com indícios de overdose. Frascos, seringas e medicamentos relacionados à droga foram localizados na residência da família.
Mesmo com a nulidade reconhecida, o pedido de liberdade foi negado. A defesa informou que irá recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Enquanto isso, a apuração sobre outros crimes, como charlatanismo, manipulação de medicamentos e violência sexual, continua nas varas competentes.