
Durante a manifestação em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro reuniu milhares de pessoas no último domingo (7/9) na Avenida Paulista. O momento de maior destaque foi o discurso da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que chorou ao relatar os impactos da prisão domiciliar do marido e acusou a Justiça de submeter sua família a uma “humilhação”.
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Michelle declarou que as medidas impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ultrapassavam os limites da legalidade e tinham caráter de perseguição política e religiosa. Segundo ela, conciliar o papel de mãe, esposa e dirigente partidária se tornou um desafio diário diante das restrições.
No discurso, a ex-primeira-dama também mencionou situações de fiscalização que, segundo relatou, expõem sua família a constrangimentos constantes. Disse que sua filha adolescente é revistada ao sair de casa para ir à escola e que os veículos utilizados pela família são submetidos a inspeções diárias. O relato provocou reações de apoio entre os manifestantes.
As medidas determinadas por Moraes estão em vigor desde 4 de agosto e proíbem Jair Bolsonaro de participar de eventos públicos e de se manifestar em redes sociais. No final de agosto, a determinação foi reforçada com a intensificação da vigilância no condomínio do ex-presidente, após suspeitas de risco de fuga. As ações estão relacionadas ao inquérito que investiga a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
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Michelle também relembrou o atentado a faca sofrido por Bolsonaro em 2018, em Juiz de Fora (MG), afirmando que ele ainda enfrenta sequelas graves. Em tom de crítica, questionou o rigor das medidas judiciais: “Um homem de 70 anos, com as sequelas de uma facada e que passou por uma cirurgia de 12 horas… acham mesmo que ele conseguiria pular um muro?”, disse, ironizando.
Encerrando sua fala, a ex-primeira-dama pediu união e perseverança aos apoiadores, chamando-os de defensores de valores cristãos e familiares. Logo após, colocou para tocar um áudio gravado por Jair Bolsonaro, no qual o ex-presidente repetia seu lema mais conhecido: “Deus, pátria e família”. O gesto arrancou gritos e aplausos da multidão presente.