
A reunião da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, realizada na última segunda-feira (1º), teve momentos de tensão quando a deputada Coronel Fernanda (PL-MT) e a senadora Leila Barros (PDT-DF) se envolveram em uma discussão acalorada. O embate ocorreu logo após a aprovação de um requerimento para prisão preventiva de investigados na operação Sem Desconto.
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A operação, conduzida pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União em abril deste ano, apura fraudes bilionárias envolvendo descontos não autorizados em benefícios previdenciários de aposentados e pensionistas. A medida aprovada pela CPMI foi considerada um dos pontos mais esperados da sessão.
O momento de maior tensão começou quando Coronel Fernanda celebrou a aprovação em voz alta: “Aprovamos, aprovamos”. A reação irritou Leila Barros, que rebateu lembrando que o apoio também vinha da base governista. O desentendimento se intensificou, e ambas se levantaram, chegando a se encarar de frente, sendo necessário que outros parlamentares interviessem para conter a situação.
Mesmo com o tumulto, o requerimento para prisão preventiva foi aprovado e será encaminhado à Polícia Federal, embora a execução dependa da autorização da Justiça. A votação ocorreu durante o depoimento do advogado Eli Cohen, que denunciou inicialmente as irregularidades no esquema de descontos indevidos.
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A condução da votação também provocou críticas dentro da comissão. O relator havia sugerido que o requerimento fosse apreciado apenas ao final da fase de perguntas, mas o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), antecipou a votação, interrompendo os questionamentos, o que gerou insatisfação entre alguns parlamentares.
Outro ponto de controvérsia foi a exclusão do ex-ministro da Previdência e ex-presidente do INSS, Ahmed Mohamad Oliveira Andrade — identificado à época como José Carlos Oliveira — da lista de investigados. Parlamentares da base apontaram seletividade na investigação. Com trocas de acusações e clima de rivalidade, a CPMI do INSS segue como palco de debates intensos em torno de fraudes que afetaram a Previdência Social.