
Reprodução/X/@MintPressNews
A Casa Branca elevou o tom contra Nicolás Maduro nesta terça-feira (19), ao afirmar que está pronta para usar “toda a força” contra o governo da Venezuela. A declaração foi feita pela porta-voz Karoline Leavitt, em meio à movimentação militar de destróieres americanos para a região do Caribe.
Segundo agências internacionais, três navios de guerra equipados com sistemas de mísseis guiados foram enviados pelos Estados Unidos para o sul do Caribe, próximo à costa venezuelana. Mais de 4 mil militares participam da operação, que, de acordo com Washington, tem como objetivo conter ameaças de cartéis de tráfico de drogas.
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Em resposta, o governo da Venezuela classificou as acusações de cumplicidade com o narcotráfico como “ameaças” que colocam em risco a paz e a estabilidade regional. O presidente Nicolás Maduro declarou que o país “defenderá mares, céus e terras”, rejeitando o que chamou de “agressão de um império em declínio”.
O aumento da pressão ocorre em paralelo ao anúncio da elevação da recompensa oferecida pelos Estados Unidos para informações que levem à prisão de Maduro. O valor passou a ser de US$ 50 milhões (cerca de R$ 270 milhões), tornando-se um dos mais altos já oferecidos pelo governo norte-americano.
Desde 2020, Maduro enfrenta acusações formais de narcoterrorismo por parte de Washington. Apesar das sanções, das pressões diplomáticas e da recompensa, o presidente segue no comando da Venezuela, mantendo apoio de aliados estratégicos como Rússia, China e Irã, o que amplia a complexidade do cenário geopolítico.
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