Ministro da Fazenda Fernando Haddad chama de inédita a situação do Brasil diante do tarifaço dos EUA

O governo estima que cerca de 10 mil postos de trabalho sejam impactados diretamente pelas tarifas adicionais.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou nesta quarta-feira (13) que o Brasil enfrenta um cenário sem precedentes após a imposição de tarifas adicionais pelos Estados Unidos. Haddad classificou a situação como “inédita e incomum no mundo” e ressaltou que o país está sendo penalizado por “ser mais democrático do que seu agressor”.

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As novas tarifas, em vigor desde 6 de agosto, aplicam sobretaxas de 50% sobre aproximadamente 55% das exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano. Entre os setores afetados estão café, carnes, têxteis, açúcar e pescados, enquanto produtos como suco de laranja, aviões e petróleo foram excluídos da medida.

Para minimizar os impactos, o governo federal anunciou um pacote de socorro voltado às empresas exportadoras. O principal mecanismo é uma linha de crédito de até R$ 30 bilhões, com juros subsidiados, direcionada especialmente a pequenos e médios negócios que comprovarem prejuízos decorrentes do tarifaço.

Haddad explicou que as empresas que receberem os benefícios terão compromissos a cumprir, como a preservação de empregos, mas que poderão existir flexibilizações para aquelas mais afetadas, permitindo negociações de outras contrapartidas. O governo estima que cerca de 10 mil postos de trabalho sejam impactados diretamente pelas tarifas adicionais.

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O pacote também contempla ajustes no Fundo de Garantia à Exportação (FGE), que terá recursos destinados a facilitar o acesso das empresas brasileiras ao comércio internacional. Além disso, o governo pretende ampliar a cobertura de seguros para exportadores, buscando proteger setores vulneráveis diante da medida americana.

Segundo Haddad, as ações anunciadas têm caráter temporário, até a entrada em vigor da reforma tributária federal, prevista para 2027, e têm como objetivo reduzir os efeitos econômicos e sociais provocados pelo tarifaço norte-americano, garantindo apoio financeiro e maior segurança ao setor exportador.

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