Delegado acusa Oruam de ligação com facção e detalha confronto durante operação no Rio de Janeiro

O delegado classificou a atitude do artista como uma tentativa de frustrar a operação.

O secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegado Felipe Curi, criticou duramente a postura do rapper Oruam durante uma operação realizada na noite de segunda-feira (21), no bairro Joá, Zona Oeste do Rio. A ação policial tinha como alvo um adolescente de 17 anos, foragido da Justiça, suspeito de integrar uma quadrilha de roubo de veículos. O jovem foi localizado na casa do artista.

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Durante a operação, Oruam publicou vídeos nas redes sociais e chegou a pedir que amigos “brotassem” de moto em frente à sua casa. Segundo relato do delegado, o cantor atirou pedras contra os policiais, ferindo um agente e danificando uma viatura. Em seguida, passou a insultar os agentes e o delegado que comandava a ação.

A polícia informou que o adolescente foi colocado em uma viatura descaracterizada, mas conseguiu escapar após abrir a porta traseira. O delegado classificou a atitude do artista como uma tentativa de frustrar a operação. Um homem foi preso dentro da residência, após os policiais entrarem no local em situação de flagrante.

Felipe Curi afirmou que Oruam será indiciado por crimes como associação para o tráfico, resistência, ameaça, dano ao patrimônio público e tráfico de drogas. Segundo o delegado, o rapper mantém relação direta com a facção Comando Vermelho e teria ameaçado agentes durante a ação. Ele também mencionou o pai do cantor, Marcinho VP, como uma das lideranças da organização criminosa.

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Após a confusão, Oruam teria deixado o local e se dirigido ao Complexo da Penha. As investigações seguem em andamento para concluir o inquérito e apurar a possível participação do cantor na proteção de integrantes da facção em sua residência.