Nova autópsia confirma que morte de Juliana Marins foi causada por queda durante trilha na Indonésia

O atestado de óbito emitido na Indonésia havia sido alvo de questionamentos por apresentar lacunas e imprecisões.

O Instituto Médico Legal (IML) da Polícia Civil do Rio de Janeiro divulgou, nesta quarta-feira (9), o resultado da nova autópsia realizada no corpo da publicitária Juliana Marins, de 26 anos, que morreu durante uma trilha no vulcão Rinjani, na Indonésia. O laudo aponta que a jovem faleceu em decorrência de uma hemorragia interna causada por ferimentos graves em órgãos vitais, compatíveis com uma queda de grande altura.

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Essa foi a segunda necropsia feita no corpo da vítima. A primeira foi realizada ainda no país asiático. O novo laudo confirmou a mesma causa da morte: impacto de alta energia. No entanto, os peritos brasileiros informaram que o estado do corpo, que passou por embalsamamento antes de ser trazido ao Brasil, comprometeu análises complementares como a estimativa exata do horário do óbito e sinais clínicos adicionais, como hipotermia ou desidratação.

O documento também indica que, mesmo com ferimentos fatais, Juliana pode ter sobrevivido por até 15 minutos após a queda. Durante esse período, segundo os especialistas, a jovem teria vivenciado forte sofrimento físico e emocional, mas não teria condições de se mover ou buscar ajuda. A necropsia identificou traumas em diversas partes do corpo, como cabeça, tórax, abdômen, pelve e membros, além de possíveis escoriações provocadas pelo contato com o terreno.

Apesar das dúvidas levantadas pela família da vítima que, por meio da Defensoria Pública da União (DPU), solicitou a nova perícia o exame não identificou indícios de agressão prévia, contenção física ou uso de substâncias entorpecentes. O atestado de óbito emitido na Indonésia havia sido alvo de questionamentos por apresentar lacunas e imprecisões.

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Juliana realizava um mochilão pela Ásia e havia contratado um passeio para o vulcão Rinjani com uma agência de turismo local. Ela se acidentou no dia 21 de junho e só foi resgatada quatro dias depois, já sem vida. O caso gerou ampla comoção nas redes sociais e críticas à demora no socorro prestado pelas autoridades indonésias.

Agora, com o resultado oficial da nova autópsia, as autoridades brasileiras podem aprofundar as investigações para apurar eventuais responsabilidades civis ou criminais envolvendo a empresa responsável pelo passeio e a atuação das equipes de resgate.

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