
Em uma das ações militares mais ousadas dos últimos anos, Israel lançou na última quarta-feira (17) uma ofensiva aérea contra instalações estratégicas em Teerã, capital do Irã. Mais de 50 caças participaram do ataque, que teve como alvos estruturas ligadas ao programa nuclear iraniano e fábricas de armamentos. O governo israelense afirmou que a operação visa enfraquecer a capacidade ofensiva do Irã na região.
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Em nota oficial, as Forças de Defesa de Israel alegaram que os bombardeios têm como objetivo “degradar diretamente a capacidade do Irã de ameaçar Israel e a estabilidade regional”. A ação ocorre em meio ao agravamento das tensões diplomáticas e militares entre os dois países, que se intensificaram nas últimas semanas.
Na véspera dos ataques, o Irã alertou os Estados Unidos de que qualquer intervenção americana no conflito seria encarada como um ato de guerra, prometendo uma “resposta total”. De acordo com autoridades iranianas, o país iniciou os preparativos para o lançamento de mísseis contra bases americanas posicionadas em países vizinhos.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã não revelou detalhes sobre os alvos da retaliação, mas reiterou que milhares de militares dos EUA estão dentro do alcance dos mísseis iranianos. A declaração foi vista como um sinal claro de que o conflito pode se expandir para além das fronteiras de Israel e Irã.
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A comunidade internacional acompanha com preocupação o aumento da tensão no Oriente Médio. Analistas alertam para o risco de uma escalada mais ampla, com potencial de envolver outras potências regionais e globais. Até o momento, Washington não se pronunciou oficialmente sobre os ataques realizados por Israel ou sobre as ameaças do governo iraniano.