
Foto : (Jonne Roriz / Egberto Nogueira/VEJA)
O Supremo Tribunal Federal (STF) dará início, a partir do dia 9 de junho, aos interrogatórios dos réus em uma ação penal que apura a possível articulação de uma tentativa de golpe de Estado. A decisão foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso. Entre os oito investigados está o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O primeiro a prestar depoimento será o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência da República. Na sequência, os demais réus serão ouvidos em ordem alfabética, começando pelo deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), que comandou a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no período investigado.
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Também integram a lista o ex-comandante da Marinha Almir Garnier Santos, os ex-ministros Anderson Torres, Augusto Heleno, Braga Netto e Paulo Sérgio Nogueira, além do próprio ex-presidente Jair Bolsonaro. Os depoimentos podem variar em duração e quantidade por dia, não sendo possível definir previamente o cronograma exato.
Durante os interrogatórios, os réus têm o direito de permanecer em silêncio ou responder às perguntas formuladas. O andamento do processo continuará sob avaliação do Supremo, que analisará os elementos colhidos para decidir sobre os próximos passos.