Menezes esquece que já foi acusado de favorecer empresa de amigo e diz que antes dele Suframa era cabide de emprego de político

Coronel Alfredo Menezes foi acusado pelo deputado Marcelo Ramos de favorecer a empresa de um amigo em um contrato de manutenção predial quando foi chefe da Suframa.

Portal Soberano

O coronel Alfredo Menezes, que é pré-candidato ao Senado Federal pelo Amazonas, disse nessa terça-feira(11) nas redes sociais que antes de sua gestão a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) era cabide de emprego de político derrotado.

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“Antes de mim, a Suframa era cabide de emprego de político derrotado. Meus amigos, quando me tornei superintendente da Suframa, por indicação do presidente Bolsonaro, coloquei em prática os ensinamentos da escola superior de guerra e da minha formação acadêmica para exercer o cargo. O que incomoda muitos desses políticos, é que quando assumi a Suframa, ela deixou de ser cabide de emprego para políticos que distribuíam cargos em troca de favores”, disse o militar.

Nos 19 meses que esteve no comando da Suframa, Menezes teve vários embates com a bancada federal do Amazonas no Congresso Nacional, especialmente, com o vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos.

O deputado chegou a denunciar um contrato de R$ 3,6 milhões entre a gestão de Menezes na Suframa e a Construtora Brilhante. Ramos apontou que supostamente houve indícios de corrupção e favorecimento a um amigo de Menezes.

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De acordo com a denúncia, Alfredo Menezes, contratou, sem licitação, a empresa de um amigo para fazer obras na sede da Suframa e demais unidades mantidas pela autarquia.

Fechado em 12 de agosto de 2019, o contrato teve vigência de um ano. Segundo Marcelo, servidores da Suframa, que é vinculada ao Ministério da Economia, o procuraram para pedir socorro depois que o órgão ignorou pareceres técnicos internos para fazer a contratação. “Foi um processo cheio de ilegalidades. A Suframa deveria abrir edital para pesquisar uma ata que atendesse suas necessidades, mas abriu para aderir a uma ata específica, a da Brilhante”, afirmou.

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Na época, a própria Suframa informou que o contrato era uma recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU), que posteriormente foi desmentida pelo TCU. O ex-superintendente, que é afilhado de casamento do presidente Bolsonaro, chegou a dar satisfações ao mandatário pessoalmente sobre a situação no começo de 2020.