Em entrevista, Eduardo Braga se contradiz e não consegue explicar porque foi contra medidas restritivas na pandemia em Manaus

O senador foi um dos principais defensores da abertura do comércio na capital.

Portal Soberano

Querendo ser o novo paladino na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, em Brasília, o senador Eduardo Braga (MDB) entrou em contradição e não conseguiu explicar, porque foi contra as medidas restritivas do Governo do Amazonas para frear a contaminação por Covid-19, adotadas no final do ano passado, dias antes da crise do oxigênio no Amazonas. O político foi entrevistado na rádio BandNews nesta segunda-feira (1º).

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“Acho que o isolamento é importante, o distanciamento é importante, mas eu acho que, acima de tudo, a conscientização é fundamental. É preciso ter essa conscientização, mas por outro lado, precisamos ter o equilíbrio de saber de que (sic) as pessoas precisam trabalhar. E para as pessoas poderem trabalhar o que nós temos que fazer? Permitir que trabalhem e quem não cumprir o uso de máscara, o distanciamento etc ser penalizado na forma da lei”, disse inicialmente.

“Portanto, você não precisa, dependendo do nível em que esteja a fase de transmissão, fazer o isolamento total. Quando chegou o momento da crise da pandemia, aí você tem que meter, efetivamente, para não extrapolar a estrutura de saúde do próprio hospital. Se não você tem mais pacientes infectados do que leito hospitalar. O isolamento serve para isso”, desconversou.

Vale lembrar que o senador foi um dos principais defensores da abertura do comércio em Manaus, quando a capital foi atingida pela nova variante do novo coronavírus em dezembro de 2020. Na época, a vacina não tinha chegado ao Amazonas, e a principal forma de prevenir a contaminação pela Covid-19 era o isolamento social. Diante disso, o governador Wilson Lima decretou o fechamento parcial do comércio em Manaus, antes das festas de final de ano.

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Braga foi contrário ao fechamento do comércio. Em mensagem publicada em sua página no Facebook, no dia 26 de dezembro, o senador afirmou que não era “hora de fechar o comércio sob pena de prejudicar o empreendedor e principalmente o trabalhador”.

* Com informações da Revista Cenárium

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