“O que fez a Assembleia de Santa Catarina é um tapa na cara da Assembleia do AM”, diz Wilker sobre afastamento de governador catarinense por compra de respiradores

Ele relembrou dos respirados comprados em loja de vinho e criticou a morosidade da Aleam em aceitar a discussão do impeachment.

Portal Soberano

O afastamento do Governador de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL), por 120 dias, após decisão do Tribunal catarinense que julgou procedente o 2º pedido de impeachment, na última sexta-feira (26), fez o deputado Wilker Barreto (Podemos) reaquecer a discussão sobre os pedidos de afastamento do Governador Wilson Lima, que se encontram na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).

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Afastado do cargo em consequência da compra de “respiradores fantasmas”, onde 200 equipamentos foram adquiridos por R$ 33 milhões com dispensa de licitação, mas apenas 50 chegaram em Santa Catarina, Wilker relembrou dos respirados comprados em loja de vinho e criticou a morosidade da Aleam em aceitar a discussão do impeachment.

“O que ocorreu no Amazonas, na compra dos respiradores, já está materializado. A própria Assembleia descobriu a farsa, o esquema, na CPI da Saúde e ajudou a Polícia Federal. Nós temos que apurar o envolvimento do governador e do vice. O que fez a Assembleia de Santa Catarina é um tapa na cara da Assembleia do Amazonas”, afirmou Wilker em pronunciamento.

Dermilson Chagas (Podemos), também parlamentar de oposição, apoiou a fala de Wilker e pediu ação e postura dos demais deputados da Casa Legislativa. “Não podemos ser meramente figuras decorativas, dizendo que somos representantes do povo. As coisas precisam funcionar, essa Casa precisa ter postura, tem que agir. Os pedidos de impeachment deveriam ter andado há muito tempo. É muito mais significante (as denúncias) contra o governo atual do que com o José Melo (Governador cassado em 2017). Precisamos cobrar o Ministério Público para saber o que o órgão fez com a CPI, se vão abrir investigação, o que realmente vão fazer de fato”, declarou.

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“Não tremeu a face”

Ainda na tribuna, Barreto lembrou da afirmação da Procuradoria-Geral da República (PGR): que “o superfaturamento foi praticado por uma organização criminosa instalada dentro do governo do Amazonas sob o comando de Wilson Lima”. Wilker também citou que Wilson não “tremeu a face” ao mentir em entrevista em rede nacional, dentro da sede do governo do Amazonas.

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“Santa Catarina repercute o que o Amazonas passou com a corrupção em uma loja de vinho e o governador, em entrevista em rede nacional, não tremeu a face na hora de mentir. Ou esquecemos o que foi a entrevista para o Roberto Cabrini? Tanto é que a nota fiscal não mentiu, nunca ocorreu importação nenhuma, e o governador em rede nacional sustentava a importação”, lembrou.

“Ou ele, governador, é o mais desinformado da história do Amazonas ou ali era a materialidade de um grande conluio. Se um governador tem coragem de desviar R$ 1 real, tem coragem de desviar R$ 1 milhão. Não dá para colocar o Wilson Lima como mero figurante”, finalizou.

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* Com informações da assessoria de imprensa