Contrato milionário do governo não dá suporte à entrega de vacinas contra Covid-19 no interior do Amazonas

Mesmo após contrato de R$ 17 milhões com aluguel de aeronave bimotor, prefeitos têm que arcar com gastos para os imunizantes chegarem ao município.

Portal Soberano

A aeronave bimotor contratada pelo Governo do Amazonas no valor de R$ 17 milhões para “atender as necessidades da Casa Militar e ao combate da Covid-19” não está ajudando os municípios com a entrega das vacinas contra o Coronavírus. Quem fez a denúncia foi o deputado estadual Wilker Barreto (Podemos), na manhã desta quarta-feira (17), que reverberou na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) a crítica dos prefeitos que alegam ser obrigados a pagar o fretamento da aeronave para assim terem as vacinas.

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Destinada para a “operação logística para a entrega de vacinas e insumos ao Combate da pandemia”, a aeronave modelo BEM 120 (Brasília Turbo Bimotor) da Rico Táxi Aéreo não está atendendo os municípios, e por isso há mais de 10 mil doses da vacina que não foram retiradas pelas prefeituras.

“Quem está pagando a conta para levar a vacina são as prefeituras do interior. Não consigo entender, um contrato do bimotor que era de R$ 4 milhões em 2020 agora, em 2021, passa para R$ 17 milhões, e quem paga a conta são os prefeitos”, revelou Wilker.

Barreto também lembrou que as prefeituras sofrem com recursos escassos e pediu investigação da Casa Legislativa. “Um das justificativas do aumento do valor da aeronave está no ‘item D’ do projeto básico, que fala sobre operação logística para a entrega de vacinas e insumos ao combate da Covid-19. Os prefeitos não podem tirar recursos que já não têm nos municípios. São esses contrassensos que a Aleam precisa investigar”, afirmou.

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Operação Festival de Parintins e Festejos

Outro questionamento do parlamentar gira em torno do Festival Folclórico de Parintins, citado na licitação da aeronave como ‘Operação Logística junto ao Festival’. “No ‘item C’ da licitação especifica sobre o Festival de Parintins e outros festejos no interior no Amazonas. Eu pergunto, nessa pandemia estamos com cabeça para pensar em algum tipo de festejo? Acredito que sem vacina não tem festival folclórico”, finalizou.

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* Com informações da assessoria de imprensa